
Estou radiante de alegria. Acabo de receber do Senado (sim, aquele mesmo da Praça dos Três Poderes) o livro "
As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883". O título tem a moral de conter as primeiras histórias em quadrinhos feitas em terras brasileiras, numa edição luxousa, toda reeditada e tratada digitalmente. Coisa fina, bem acabada. Sempre tive esse afã de poder ter este título em meu acervo quadrinístico. Já entrou como uma relíquia.

De humor fino, Angelo Agostini faz um retrato crítico de sua época (século XIV). Se você supor que nos já idos anos do século dezenove não existiam refêrencias de histórias em quadrinhos e cinema, a obra de Agostini surge como uma expressão bem avançada à sua época. Deste ponto em diante não posso comentar mais nada pois ainda nem li o diacho da edição. Só sei que babo ao vê-la, gozo de prazer ao sentir o cheiro de seu papel de luxo. Sou um colecionador em plena catarse no momento.
E quanto aos meus quadrinhos, perguntam alguns. Pois bem, tenho produzido normalmente... O porém é que, meu estilo, não é muito adapatado a esse ritmo "internético" de se fazer quadrinhos. Minhas histórias geralmente são curtas, de algumas poucas páginas e tal. Este é o meu andamento, meu tempo. Gostaria muito de ser como André Dahmer e outros cartunistas que são prolíficos em produzir tiras todo santo dia. Mas não sou, fazer o quê. Só sei que quero muito largar meu trampo e voltar a produzir quadrinhos como uma linha de produção. Um dia, quem sabe. Mas enquanto isso não acontece, um
hail a Angelo Agostini e aos quadrinhos em geral.