domingo, novembro 26, 2006

Joguei a toalha

Joguei a toalha. Entreguei-me definitivamente ao sistema - como costuma dizer a esquerda festiva. Por razões trabalhistas fui forçado a cortar os cabelos e a fazer a barba. Sai de cena o Plínio com cara de náufrago e entra o com cara de cabaço. Porra, esse visual de cabelo curto, penteado e barba feita não orna à minha pessoa. Estou com cara de empresário, isso é nojento; as pessoas até voltaram a olhar pra mim. Este aspecto visual é demasiadamente insosso, parece-me que perdi completamente a personalidade.

Caralho! Sei que é uma puta frivolidade da minha parte ficar choramingando por que de meus antigos cabelos cumpridos; mas acontece que fiquei angustiado com essa história toda. Parecia-me que parte de minha personalidade residia naquele visual de náufrago. Tinha muito mais de Plínio naqueles cabelos seco e hiper mal-tratados do que em outro lugar. Aquele cabelo que parecia cabelo de canceroso era personalíssimo. Era meu. Podaram-no da minha cabeça. E olha que a senhorita barba já havia sido assassinada antes. Agora sobra metade de um Plínio, que está mais confuso do que nunca. Sou uma espécie de Sansão, acredito.

O mais triste nesta história é notar que ainda se mede o caráter de homem pelas madeixas; ou pela falta de. É uma questão cultural, mas não deixa de ser uma grande bobagem. Fazer o quê. Sozinho, não posso enfrentar o mundo, procurei me adequar à grande merda. Ajustaram-me na pancada, na força bruta, pois argumentos racionais não existiram aí. Porém, como já havia sacado antes, é triste ver que se mede o caráter pelo cabelo. Agora estou desgostoso comigo mesmo, mas estar triste faz bem ao caráter já bem dizia a sabedoria popular. Então, pensando assim, está tudo muito bem – pra eles.

domingo, novembro 19, 2006

O meu amor à pornografia


Ta, ta... A piadinha acima foi horrorosa, mas eu precisava de um mote pra este texto e não sabia sobre o que escrever. Pornografia, oras! Como não escrevi sobre a arte-mãe antes? Justo a pornografia, tema tão habitual em minha rotina e que faz minha vida menos miserável (em termos morais) do que é! Acredito que a pornografia, principalmente o cinema pornô, me faça um sujeito feliz. Não daria um centavo para viver num mundo sem os filmes de sacanagem.

E, ao contrário do que muitos possam imaginar, EU DETESTOS BIZARRICES na pornografia que consumo. Sim, eu odeio os filmes sado-masoquistas, odeio zoofilia, técnicas bizarras de transa, brinquedos e tudo o mais que foge demasiadamente do normal. Gosto daquele sexozinho feito sem mais delongas. Daquele feito entre quatro paredes, sem as taras mórbidas. Tampouco gosto de ver mulheres apanhando feito um saco de pancadas. É horroroso, doentio. E aquele lance da mulher ficar lambendo o rego do cara?! Que merda é aquela, meus amigos? Que sujeito em sã consciência aprecia aquele tipo de coisa?

Claro que também não vim de um convento e tenho minhas perversões. Mas elas se limitam apenas ao sexo anal. Sim, o sexo anal - feito em mulheres, quero deixar bem claro. É o manjar dos deuses. É o ápice de todo libido. Uma bunda, bem redonda e carnuda, afastando as nádegas para a penetração anal, é de fato o panorama do paraíso. E as atrizes que praticam o ato com maestria são minhas rainhas, deusas e musas. São elas que me fazem acreditar que, nesse mundo, a vida ainda vale a pena. Sério. Uma cena de sexo anal belissimamente interpretada é tão profunda quanto um poema de Fernando Pessoa. É transcendental. É a realização da Utopia. Bom, pelo menos para mim...

Eu poderia aqui, me estender Ad infinitum, tratando de pornografia e o quanto ela me alegra; decidi então parcelar o assunto em outros textos. Tenho ainda muito a comentar. Falar sobre atrizes, sobre os estilos de cinema pornô, sobre as técnicas... Nossa, fico com os olhos até brilhando nesse momento. Ah, eu gosto demais de putaria!

domingo, novembro 12, 2006

Charles Bukowski


Charles Bukowski

Confesso que ficava completamente envergonhado quando traziam à roda o assunto Charles Bukoswski. É verdade, eu conhecia muito pouco da obra deste filho da puta. Havia lido dois ou três contos dele que falavam sobre putaria, mulheres insanas e gente cuzona. E só!
Pois é, grande vergonha para minha pessoa não conhecer o maior representante literário da contra-cultura. Caralho, todos o conhecem, menos eu. Tomei vergonha na cara e fui atrás de ler esse velho safado.
Peguei o título “O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio” . Trata-se de um diário de sua maldita vida em seus últimos anos – morreu em 1994. Amigos, o cara é fudidamente mal-humorado! Sua escrita é tão ácida que chega a nos dar aftas na consciência. O maldito definitivamente odiava este mundo e a todos que habitam nele. Bem, nem todos. Ele gostava de gatos e cavalos. E álcool! Muito álcool. O cara bebia todos os dias praticamente.
Seu mal-humor resgatou em mim o “Plínio-Rabugento” que já estava pegando no sono. Retornei ao meio de minha adolescência onde era um ser de puro ódio. O cara me fez rever a merda. Reavivou o inquiridor que existe em mim. E isso é de fato muito inspirador, pelo menos pra quem trabalha com criação. Simplesmente amei o estilo do cara. Ele é fluído e desenvolto na hora de disparar sua metralhadora de merda contra a humanidade.
Decerto odiaria me conhecer; ele era muito pouco afeito à nova amizades. Iria dizer em seus escritos que eu era um cartunista clichê, filhinho de papai e que eu nunca havia dormido na sarjeta (sim, o cara fora mendigo pra poder virar escritor profissional). Mas tudo bem, ele está morto e enterrado e quer mais que se foda. Ah, e eu também!
Então fica aqui meu recado: procurem ler Charles Bukowski, o cara de fato era muito bom.
Beijo na bunda de todos e até a próxima.



segunda-feira, novembro 06, 2006

domingo, novembro 05, 2006

Ruim mesmo...



Fiz esta charge assistindo ao Grande Prêmio do Brasil, é sério, rolou a idéia alí na hora. Peguei um papel reciclado que tava à disposição no quarto e rabisquei a idéia. Na boa, ficou uma merda nesse papel. Ah, às vezes (mas só às vezes), ser rústico não funciona. Eis aí o resultado. Nada como um papel sulfite branquinho mesmo... (ai que baitolagem a minha)

A primeira cagada...


Pois é, eis a minha digníssima estréia nessa vida de blogueiro. Em verdade, sempre quis ter um blog, sei lá,vomitar as milhares de tutaméias que se avolumam em minha cabecinha; berrar pro mundo minhas idéias e elucubrações. Aqui posso ensaiar algo do tipo.

O intuito maior do blog é divulgar as atualizações do meu site, sim; porém, aproveito o espaço concedido pra mijar meus lamentos, anunciar meus precários serviços de desenhista e coisas do tipo.

Aí, logo de cara, já mando um cartum do sempre finíssimo (um gentleman) Brusco, em sua relação aprazível com a mamãe. Para ler mais Brusco clique aqui.

Então é isso p-pessoal, encerro este primeiro post por aqui. A visita é sempre bem vinda. Não reparem na bagunça. Voltem sempre.

Um abraço.